25 abril, 2008

OH! SE FENDESSES OS CÉUS E DESCESSES


“Somos feitos como aqueles sobre quem tu nunca dominaste, e como os que nunca se chamaram pelo teu nome. OH! se fendesses os céus, e descesses, ”
Isaias 63:19 - 64:1



O clamor do profeta Isaías nestes versículos nos dá uma rápida idéia de um espírito que anseia por uma vida de intimidade com Deus. É mais que um desejo, é um grito por uma intervenção divina no meio de uma geração calada.

A primeira parte é uma lamentação expressa por um coração que sente profundamente como o Senhor está distante do seu povo: “Somos feitos como aqueles sobre quem tu nunca dominaste, e como os que nunca se chamaram pelo teu nome”, e conclui a sua oração desejando aquilo que ele entende ser a última solução para o caos espiritual: que os céus se abram e o próprio Senhor seja visto descendo para estar conosco. “ OH! se fendesses os céus, e descesses, ”

Chegamos inevitavelmente a um tempo em que nada mais é crível e tudo é incrível. Estamos assistindo capítulo por capítulo, o desmoronamento das instituições, dos valores morais, das tradições e dos bons costumes. As necessidades básicas para a sobrevivência humana como saúde, educação, não são mais um direito do cidadão, mas passam a ser controladas pelo deus das riquezas. O espírito que impera no mundo de hoje é o espírito da dominação mercadológica, e isso torna o ser humano desafeiçoado, bruto e cruel como um animal embora atinja níveis excelentes de desenvolvimento científico.

Assim, quando tudo parece decepcionar é que o eloqüente Isaías deixa vazar da sua alma o desejo insubstituível e eterno do homem: voltar a plena comunhão com Deus. Ele sabia e nós também sabemos que só o Senhor é capaz de dar alegria ao homem; que fora dEle não há salvação; que Ele é a única esperança; seja esta a nossa oração: “ OH SENHOR, se fendesses os céus, e descesses...”

Abimael Prado

12 abril, 2008

O FILHO DO CARPINTEIRO NO SUPERMERCADO DA PÁSCOA


No dia em que Jesus entrou triunfalmente em Jerusalém, montado num jumentinho, toda a cidade se alvoroçou; a multidão perguntava quem era aquele e outro grupo respondia ser O Profeta de Nazaré da Galiléia. No dia seguinte ele visitou o templo e expulsou dali os vendilhões usando inclusive a força física ao derrubar mesas repletas de moedas, cestos contendo aves para sacrifício e, ordenando: ‘tirem essas coisas daqui;’ e, ‘não façam da casa de meu Pai casa de negócio;’ (ou: um mercado).

É mais fácil entender este texto quando sabemos que por trás daqueles mercadores do sagrado estavam as mais altas autoridades religiosas permitindo a profanação do culto em troca de gordas comissões; tanto é verdade que em seguida os sacerdotes questionaram a autoridade de Jesus sobre a ação e começaram a tramar a sua morte a partir daí .

Embora a venda de animais para o sacrifício e a existência do câmbio de moedas para atender a muitos estrangeiros que vinham para a festa Pascal fosse legal e fizesse parte da realidade econômica e social da época, Jesus denuncia publicamente a mistura do culto com o mercado; a utilização de elementos da liturgia sagrada como objeto de obtenção de lucro e a vandalização do lugar santo - 'vocês fazem da casa de meu Pai um covil de ladrões.' Pecado este que mais freqüentemente na história tem tirado a força espiritual da Igreja Cristã.

Também é bom notar que Jesus estava não só defendendo o espaço físico do templo – símbolo da pureza e santidade divinas, mas golpeando o centro da instituição religiosa judaica formada por um clero viciado que se escondia na tradição religiosa para se fazer respeitar, distanciado-se da verdadeira espiritualidade.

A entrada de Jesus nas metrópoles modernas ainda alvoroça multidões que se chocam com sua simplicidade e autoridade. Choque muito maior é perceber que a Páscoa, a festa cristã de maior significado para o mundo transformou-se na mega-celebração do mercado que fatura bilhões com ovos de páscoa. O filme é velho: Comerciantes ávidos por lucro, aproveitando-se de motivos religiosos, assentam suas bancas nos espaços sagrados e os profanam enganando multidões débeis e ignorantes como ovelhas que não têm pastor; e tudo isto feito sob os olhares omissos da classe sacerdotal que se gaba de ter o controle estatístico da multidão.


A Páscoa foi reduzida a uma propaganda e a multidão que lota o comércio nesta época continuam sem entender a relação entre Paixão de Cristo e chocolate.



Abimael Prado

22 março, 2008

UM NOVO MUNDO

Foi num domingo como este que Jesus Cristo ressuscitou
Imagino como seria o mundo se a ressurreição dos mortos já tivesse
acontecido
Finalmente, um tempo em que as pessoas não pudessem mais morrer
Se alguém tocasse nesse assunto seria como pensar nos dinossauros
Imagino as pessoas se reunindo a qualquer hora da noite, entrando e saindo
em qualquer lugar, sem nenhum tipo de medo, fobia ou neurose
Nas cidades seriam centros de contemplação e os bairros não seriam mais
classificados por estatísticas de violência e pobreza
Seriam lugares onde as pessoas procurariam descanso e lazer
Os zoológicos totalmente abertos e as crianças brincando com lobos e leões,
curtindo a ausência absoluta da violência
As casas não teriam proteção, e os meios de transporte seriam coisa de um passado distante, afinal o novo homem ressurreto está acima da dimensão
velocidade
Os jornais não poriam medo nem ansiedade na população
As polícias todas seriam extintas e as armas, fósseis de uma era
desconhecida
As prisões seriam abertas e os seus ex-ocupantes pessoas decentes
Como seria agradável uma sociedade sem hospitais, clínicas, cemitérios, planos de saúde; sem companhias de seguro movimentando fortunas; sem os cansativos congressos para discutir AIDS, mortalidade infantil;
Como seria saudável um mundo sem laboratórios farmacêuticos
Ah, como seria bom se já tivesse ocorrido a ressurreição...

21 março, 2008

HOMENAGEM AO ANCIÃO



C h e g a da ...
Inspirado no Livro de Eclesiastes, cap.12

Meu caminho desembarca o tempo
Meu recordar atrasa o calendário
Meus relógios estão adormec-idos
Prá dominar minha veloc-idade

Meu remédio escra-visa a saúde
Meu di-vagar acidenta o tráfego
Meus aviões estão envelhec-idos
Prá algemar a minha vaidade

Meu coração prece-pita na curva
Meu alegrar interdita o baile
Meus atletas estão desvanec-idos
Prá derrotar a minha primazia

Meu feriado desconstrói a má-quina
Meu silenciar inquieta a cidade
Meus decibéis estão ensurdec-idos
Prá libertar a minha multidão

Meu habitat permanece no- turno
Meu observar embaça o uni-verso
Meus candelabros estão enfraquec-idos
Prá iluminar minha visão de DEUS
Abimael Prado

08 março, 2008

A MULHER NA HISTÓRIA BÍBLICA


A história da Igreja está cheia de eventos da liderança feminina. Andando pelas páginas bíblicas percebe-se a mão feminina direcionando em muitos casos os destinos do povo de Deus seja através de comandos de guerra, no caso de Débora, cujo escritório funcionava debaixo de uma palmeira; seja por dar abrigo em sua casa a espiões; é o caso de Raabe que traiu o seu povo pelo povo de Deus; outras vezes elas foram usadas para realizar atos de Deus que não estavam previstos pelo homem; a história dos juízes nos dia que quando Abimeleque invadia uma torre com um grupo na cidade de Tebez, deixando dentro dela o povo da cidade, uma mulher do alto da torre agarrou uma grande pedra de moinho e a lançou sobre o crânio de Abimeleque e assim, este foi vingado por Deus dos seus crimes pela mão de uma mulher anônima até hoje.

Importantes líderes bíblicos tiveram o apoio de mulheres que os aconselharam em seus ministérios e também colaboravam acompanhando-os em suas viagens e até ajudando-os financeiramente; é o caso de Moisés que tinha a ajuda de sua Irmã, a profetisa Miriã; do Apóstolo Paulo que tinha em sua comitiva missionária algumas mulheres trabalhando, e do próprio Senhor Jesus que recebia ajuda para suas despesas de algumas mulheres da alta classe de Jerusalém.

Também é constante a influência de mulheres em alguns reinados da bíblia. Muitas vezes às escondidas, no silêncio de uma sociedade patriarcal e de regras sociais bem definidas nascia de dentro de alguma alcova um plano, uma idéia que mudaria todo panorama político da região. Lembremos da mulher de Pilatos que com um bilhete ao marido
queria influenciar no julgamento de Jesus, e quase poderia ter mudado o curso da história se esta não estivesse segura nas mãos do Deus Todo Poderoso cujo objetivo era que seu Filho padecesse para salvar da condenação do inferno àqueles que nele viessem a crer.

Neste Dia da Mulher é importante avaliar a dimensão do seu papel na condução dos fatos que influenciam a história do povo de Deus e seguramente também a história do mundo.

07 setembro, 2007

BRAVA GENTE




O Grito ouvido às margens plácidas do Ipiranga deixou de ecoar há muito tempo nos céus da nossa Pátria. Se naquele momento histórico houve a necessidade de um ‘basta’ na hegemonia política estrangeira que oprimia os filhos deste solo e roubava o nosso ouro anulando os nossos sonhos de liberdade, outros Brados retumbantes terão que dados nos dias de hoje para que o verde-louro desta flâmula ainda possa dizer: Paz no futuro.

A nação toda espera que um grito seja dado às margens do LAGO PARANOÁ libertando-nos da vergonha que assola o nosso país: A CORRUPÇÃO que é praticada diariamente em todos os níveis do poder. O povo heróico, imobilizado por um conceito falso de democracia disseminado pela mídia, e iluminado ao sol do novo mundo consumista, limita-se a assistir passivamente a canalhice, a roubalheira e a bandidagem que ser tornaram matéria obrigatória em todos os jornais brasileiros.

A nós, os crentes em Jesus Cristo, e somente a nós, está reservada a missão de mudar os destinos do Brasil. O sol da liberdade brilhará no céu da nossa Pátria quando o povo de Deus começar a buscar a face do Senhor em oração e súplicas com fervor do Espírito Santo. Nesse dia haverá uma revolução na vida de milhares de jovens que deixarão de ser escravos das drogas e candidatos ao inferno, para lutarem contra elas no exército de Cristo; a propaganda do mal dará lugar ao louvor e a pregação da Palavra de Deus; as famílias se sentirão seguras e a paz social voltará a reinar. As pessoas ganharão honestamente, os hospitais não serão mais ante-salas de cemitérios, em lugar da miséria humana teremos dignidade e a violência não mais assustará, nossos bosques terão mais vida.

Acredite, nós, os filhos de Deus, é que vamos erguer a clava forte da justiça em nosso país e conquistar o penhor da liberdade com o braço forte do Deus de Abraão, de Isaque e de Jacó. O Brasil tem que se libertar das prisões que estão na sua própria cultura, e que essa honra seja para nosso Deus.

Abimael Prado